Conhecer
Apresentar personagens, narrativas de resistência e as referências culturais do município.
Projeto cultural em desenvolvimento
Uma semana para aprender, lembrar e celebrar em São Mateus — com a resistência negra, o patrimônio local e os povos tradicionais no centro da conversa.
A Festa do Mata Trancoso está sendo pensada como uma semana cultural e educativa que aproxima crianças, jovens e toda a comunidade da história e da cultura de São Mateus.
A proposta começa em escala menor, com escuta e participação, e pode crescer ano a ano. O desejo é que se torne uma tradição — sem perder a essência: reconhecer as resistências, valorizar a cultura viva e criar encontros com respeito.
Uma imagem simbólica, não uma pessoa ou um povo
Neste projeto, “Trancoso” é uma figura simbólica para falar de preconceitos, violência, intolerância, inveja e outras formas de opressão. “Matar Trancoso” significa enfrentar essas forças por meio da educação, da memória, da cultura e da convivência — nunca fazer apologia à violência contra pessoas.
Uma história para contar com cuidado
Zacimba Gaba é lembrada em narrativas sobre a resistência negra no norte do Espírito Santo. Relatos publicados a associam à luta contra a escravização, à fuga e à formação de um quilombo na região do Riacho Doce. Há também histórias sobre ataques a embarcações negreiras transmitidas como lenda ou tradição oral. Os detalhes e as versões variam entre as fontes.1, 2
Por respeito à memória local, o projeto quer valorizar essa história e identificar as fontes de cada relato. O que estiver documentado será apresentado como tal; o que vem da tradição oral será nomeado como tradição oral. A expressão “primeiro quilombo aquático” poderá ser tratada como narrativa a pesquisar, não como fato estabelecido sem fonte confiável.
A memória não precisa ser simplificada para ser honrada.
A imagem deste site é conceitual; não é retrato histórico de Zacimba Gaba.
O Sítio Histórico do Porto, junto ao Rio Cricaré, reúne casarios e espaços que ajudam a ler as muitas camadas da história mateense. Preservar esse território é parte central da proposta — incluindo reconhecer que o porto também esteve ligado ao comércio de pessoas escravizadas.3, 4
O Porto e o Rio Cricaré
Memória, circulação e patrimônio vivo.
A Igreja Velha
Ruína de uma construção interrompida em 1853, segundo o guia turístico municipal.5
Os casarios
Arquitetura que preserva marcas e perguntas sobre o passado.
A ideia é aproximar crianças e jovens da história local com atividades lúdico-educativas, feitas em diálogo com educadores e com as comunidades.
Apresentar personagens, narrativas de resistência e as referências culturais do município.
Imaginar atividades participativas que estimulem a curiosidade, a criação e o diálogo entre gerações.
Conectar a aprendizagem à valorização do Porto, do Rio Cricaré, da Igreja Velha e dos casarios.
As atividades e parcerias escolares ainda serão construídas e confirmadas.
Feito com as pessoas do território
A intenção é envolver os povos e comunidades tradicionais na construção do projeto, em diálogo respeitoso e com espaço para seus saberes, sua produção e suas escolhas.
Na festa em Guriri, a proposta é acolher produtores locais que queiram apresentar e comercializar alimentos, comidas e bebidas. O formato, as condições de participação e as demais definições precisarão ser construídos junto às comunidades.
Culminância planejada
A ideia é que a semana culmine em uma festa na praia de Guriri, reunindo memória, cultura e encontro. Julho/agosto é o período pretendido, com a intenção de estimular a circulação de visitantes, a cultura e o comércio local nessa época.
O ano, as datas, a programação e as condições de participação ainda não foram definidos. Eles só serão divulgados quando estiverem confirmados com quem participa da realização.
Uma tradição se constrói em conjunto
Este projeto está aberto à escuta de comunidades, educadores, produtores, fazedores de cultura e moradores de São Mateus. Os canais oficiais de contato e as formas de participação serão divulgados quando estiverem definidos.
São Mateus · Espírito Santo