Projeto cultural em desenvolvimento

Memória que cria caminhos.
Cultura que celebra a vida.

Uma semana para aprender, lembrar e celebrar em São Mateus — com a resistência negra, o patrimônio local e os povos tradicionais no centro da conversa.

Conheça a proposta São Mateus · Espírito Santo
Ilustração conceitual de raízes e caminhos de água, sem retrato de pessoa ou representação de lugar específico.
Imagem simbólica: água, raízes e memória.

Uma semana de memória.
Um encontro para o futuro.

A Festa do Mata Trancoso está sendo pensada como uma semana cultural e educativa que aproxima crianças, jovens e toda a comunidade da história e da cultura de São Mateus.

A proposta começa em escala menor, com escuta e participação, e pode crescer ano a ano. O desejo é que se torne uma tradição — sem perder a essência: reconhecer as resistências, valorizar a cultura viva e criar encontros com respeito.

Uma imagem simbólica, não uma pessoa ou um povo

O que queremos
deixar para trás.

Neste projeto, “Trancoso” é uma figura simbólica para falar de preconceitos, violência, intolerância, inveja e outras formas de opressão. “Matar Trancoso” significa enfrentar essas forças por meio da educação, da memória, da cultura e da convivência — nunca fazer apologia à violência contra pessoas.

Uma história para contar com cuidado

Zacimba Gaba:
coragem que atravessa o tempo.

Zacimba Gaba é lembrada em narrativas sobre a resistência negra no norte do Espírito Santo. Relatos publicados a associam à luta contra a escravização, à fuga e à formação de um quilombo na região do Riacho Doce. Há também histórias sobre ataques a embarcações negreiras transmitidas como lenda ou tradição oral. Os detalhes e as versões variam entre as fontes.1, 2

Por respeito à memória local, o projeto quer valorizar essa história e identificar as fontes de cada relato. O que estiver documentado será apresentado como tal; o que vem da tradição oral será nomeado como tradição oral. A expressão “primeiro quilombo aquático” poderá ser tratada como narrativa a pesquisar, não como fato estabelecido sem fonte confiável.

A memória não precisa ser simplificada para ser honrada.

A imagem deste site é conceitual; não é retrato histórico de Zacimba Gaba.

Casario do Sítio Histórico do Porto de São Mateus, às margens do Rio Cricaré.
Porto de São Mateus · fotografia de Túllio F (2022), Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

O Porto também
conta histórias.

O Sítio Histórico do Porto, junto ao Rio Cricaré, reúne casarios e espaços que ajudam a ler as muitas camadas da história mateense. Preservar esse território é parte central da proposta — incluindo reconhecer que o porto também esteve ligado ao comércio de pessoas escravizadas.3, 4

01

O Porto e o Rio Cricaré
Memória, circulação e patrimônio vivo.

02

A Igreja Velha
Ruína de uma construção interrompida em 1853, segundo o guia turístico municipal.5

03

Os casarios
Arquitetura que preserva marcas e perguntas sobre o passado.

A semana começa
na escuta e na escola.

A ideia é aproximar crianças e jovens da história local com atividades lúdico-educativas, feitas em diálogo com educadores e com as comunidades.

01

Conhecer

Apresentar personagens, narrativas de resistência e as referências culturais do município.

02

Experimentar

Imaginar atividades participativas que estimulem a curiosidade, a criação e o diálogo entre gerações.

03

Cuidar

Conectar a aprendizagem à valorização do Porto, do Rio Cricaré, da Igreja Velha e dos casarios.

As atividades e parcerias escolares ainda serão construídas e confirmadas.

Feito com as pessoas do território

Saberes que também
alimentam a festa.

A intenção é envolver os povos e comunidades tradicionais na construção do projeto, em diálogo respeitoso e com espaço para seus saberes, sua produção e suas escolhas.

Na festa em Guriri, a proposta é acolher produtores locais que queiram apresentar e comercializar alimentos, comidas e bebidas. O formato, as condições de participação e as demais definições precisarão ser construídos junto às comunidades.

Culminância planejada

A festa em Guriri.
A celebração é coletiva.

A ideia é que a semana culmine em uma festa na praia de Guriri, reunindo memória, cultura e encontro. Julho/agosto é o período pretendido, com a intenção de estimular a circulação de visitantes, a cultura e o comércio local nessa época.

O ano, as datas, a programação e as condições de participação ainda não foram definidos. Eles só serão divulgados quando estiverem confirmados com quem participa da realização.

Começar pequenoCrescer com a comunidadeManter a essência

Uma tradição se constrói em conjunto

Que memória
queremos cuidar juntos?

Este projeto está aberto à escuta de comunidades, educadores, produtores, fazedores de cultura e moradores de São Mateus. Os canais oficiais de contato e as formas de participação serão divulgados quando estiverem definidos.

São Mateus · Espírito Santo